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Norma
Alcântara, sócia-diretora da Voice, idealizou
e é co-autora dos livros a seguir.
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“Imprensa
na Berlinda – a Fonte Pergunta”
Norma Alcântara, Manuel Carlos Chaparro e
Wilson
Garcia
Editora Rideel, selo Celebris
2005
Jornais,
revistas, rádio televisão, internet. Em
pleno século XXI, o poder da imprensa está
mais evidente do que nunca. Autoridades colocadas em
xeque, movimentos sociais deflagrados, catástrofes
acompanhadas em tempo real, megafusões de empresas
submetidas ao crivo da opinião pública,
tudo isso graças ao que chamamos casualmente
de informação.
Esta
é uma leitura obrigatória para fontes,
jornalistas, profissionais de comunicação
e estudantes que se deparam com uma série de
reflexões decorrentes do exercício da
profissão, como censura e autocensura, transparência
e manipulação, interesse público
e interesses privados, todos eles resultantes da imensa
responsabilidade que implica a missão de ser
jornalista.
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“A
mídia (e aí falo de toda ela) vive a maior crise
de sua história. Francamente, não sei como vai
acabar.”
Clóvis
Rossi
“Ninguém
é isento, mas está isento. Ninguém é
ético, mas está ético. É uma busca
constante e diária própria da prática
do jornalismo. Não é possível confundir
o interpretar, o formar convicção de um fato,
com o distorcer, o que é absolutamente inaceitável
em qualquer profissão.”
Heródoto
Barbeiro
“Uma
das funções principais da imprensa é
olhar o mundo com uma lupa. Uma lente de aumento que deve
estar apontada principalmente para o poder, o jornalismo investigativo
é crucial no trabalho de balizar os caminhos éticos
e apontar o norte para o exercício de uma cidadania
mais plena e responsável.”
Hélio
Campos Mello
“É
nessa tensão entre o jornalismo saudável de
apelo geralmente moderado e a fraude da apelação
irresponsável que se situam o coração
e a mente do profissional. Se ele for sério e ético,
saberá estabelecer as saudáveis fronteiras que
separam a ética jornalística da afronta à
realidade.”
Fernando
Mitre
“Procuro, tanto quanto possível, fazer
a separação entre o jornalista e o cidadão.
É difícil. Chega a ser, muitas vezes, um auto-estupro
psicológico diário.”
Boris
Casoy
“Graças
a Deus, nunca fui obrigada a corrigir um grave erro, já
que penso que a fonte não tem obrigação
de te dar informação 100% correta: o jornalista
é que é pago para checar tudo exaustivamente.”
Mônica
Bergamo
“Quando
a televisão chegou, todos diziam que o rádio
estava condenado. Cada veículo tem a sua função,
e há espaço para dividir o público. Depois
da internet, espero que inventem uma máquina fotográfica
que possa roubar os pensamentos e a alma dos nossos entrevistados.
Vai facilitar muito...”
Amaury
Jr.
“...
O jornalista está sempre em desvantagem em relação
ao entrevistado, que, naturalmente, é um PhD sobre
si mesmo. Consequentemente, o jornalista nunca estará
tão bem preparado para a entrevista quanto o entrevistado.”
Bárbara
Gancia |
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“A
Fonte Pergunta – uma Entrevista com a Imprensa”
Norma Alcântara (org.)
Edição comemorativa dos 15 anos da Voice
Esgotado – circulação restrita
Este
livro traz as dúvidas e os questionamentos de
cerca de 120 fontes de diferentes setores da política,
economia, artes e cultura sobre o comportamento da mídia.
São líderes empresariais, dirigentes de
organizações, executivos, profissionais
liberais que integram organizações públicas
e privadas, empresas e marcas consagradas: Abradif,
Abyara, Accor Hotels, Adidas, Alitalia, Banana Boat,
Banco Cruzeiro do Sul, Carlson Wagonlit Travel, Duratex,
Fundação SOS Mata Atlântica, Helibras,
JVC, Lew’Lara, Nívea, Oxfam, Rede Bourbon,
Secovi, Techint, WCF Brasil, entre outros.
Ao
mesmo tempo, o quarto poder se dispôs à
inversão dos papéis. Número semelhante
de jornalistas de diferentes veículos de comunicação
dedicou seu tempo a mais esta tarefa, com uma certeza:
estar exercendo o verdadeiro jornalismo investigativo:
“o que pensam de nós?”. Amaury Júnior,
Boris |
Casoy, Cesar Giobbi, Dora Kramer, Fátima
Turci, Fernando Vanucci, Helio Fernandes, Heródoto
Barbeiro, Joyce Pascowitch, Laurentino Gomes, Luis Nassif, Mauro Naves, Milton Neves, Mônica Bergamo, Nair
Suzuki, Nelson Blecher, Paulo Henrique Amorim, Sidney Basile,
Sônia Racy, entre tantos outros renomados profissionais
de imprensa participam desta entrevista invertida.
O que se revela é um rico cenário de conflitos
e cooperação, até agora escondido pelos
preconceitos de um lado e de outro. E a oportunidade, proposta
pelo livro, de reflexão e discussão sobre o
intrincado relacionamento fontes e imprensa, objetivando seu
aperfeiçoamento, a bem da informação
valiosa, que surpreende, esclarece, orienta, educa, provoca,
transforma.
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